Sala dos Professores

Os dois grupos de WhatsApp de toda escola: O Oficial do MEC vs. O Clandestino do Rivotril

Se você trabalha em escola, sabe que a democracia é uma ilusão e a verdadeira hierarquia é definida pelos grupos de WhatsApp. Toda instituição que se preze tem duas realidades paralelas que ditam o ritmo do ano letivo.

O primeiro grupo é o Oficial. A foto do perfil é o brasão da escola. Lá, o clima é de profunda santidade e burocracia. É onde a diretora manda os memorandos oficiais às seis da manhã, a coordenadora cobra os relatórios da BNCC e as professoras mandam figurinhas de bom dia com borboletas, bênçãos e citações de grandes teóricos para fingir que a saúde mental está em dia. Nesse ambiente, todo mundo é fino, educado e paciente.

Mas a verdade habita mesmo é no segundo grupo: o Clandestino. Como bem diz o Diogo Almeida nos palcos, esse espaço paralelo é onde o “descarrego pedagógico” acontece de verdade. Ele não tem brasão, o nome geralmente é algo como “As Sobreviventes do Fundamental” ou “Sem Rivotril Hoje”, e a regra número um e mais sagrada é: a diretora não está. As colegas mais sérias também não. É lá que rola o meme da merenda, o print do áudio de 7 minutos que aquela mãe mandou no domingo e a contagem regressiva oficial para a sexta-feira.

Dica da Coordenadora: Se você trabalha na escola, manda um bom dia animado no grupo oficial e todo mundo te deixa no vácuo… parabéns! Isso significa que você é considerada uma das chatas da gestão e as suas colegas de sala criaram um terceiro grupo secreto só para não falar com você!


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